sábado, 28 de julho de 2018

Antes da terceira

Antes da terceira

Aqui, meio amarelo,
O papel se transforma.
Deixa saltar,
Passar pelo início.

Quem são estes pontos?
Só traços?
A campainha toca
A primeira e a segunda vez.

Rápido!
Falta mais um
Antes do início
De mais um show.

Quanta expectativa
Neste lugar único.
Uma cadeira vazia.
Alguém sentou.

Como será?
Sempre será ótimo.
Um grande desafio
Subir no palco.

Tocar, cantar,
Dançar, interpretar,
Declamar, falar...
Ser arte.

Cláudio Loes

p.s.: a grande vantagem aqui é não precisar concorrer com os espaços publicitários e comerciais.

sexta-feira, 20 de julho de 2018

Alegria contagiante.

Poema publicado hoje no Jornal Opinião, Francisco Beltrão, Paraná.

Cantiga de amor

Cantiga de amor

Serei teu vassalo para toda a eternidade
Nas tormentas dos mares agitados.
Quando as naus despedaçam a esperança
Vou sair procurando tua imagem reluzente.

Como poderei viver sem tua presença
Ante todas as desgraças da vida?
Sei que estarás aqui para apaziguar,
Afastarás a tormenta que me aflige.

Vou mais uma vez acender a chama
Do amor que perdura pelos séculos.
Sei que um dia voltarás.
Ficarei escondido na muralha da existência.

Sem nenhuma esperança outra
Fecho os olhos por mais um segundo.
Aqui sempre viverás em minhas lembranças
Para afastar toda a dor de viver sem ti.

Cláudio Loes

quarta-feira, 18 de julho de 2018

Mais poesia em nossas vidas.

Entre os dias 18 e 22 de julho o livro eletrônico “Sonho” de Cláudio Loes estará disponível gratuitamente no site da Amazon (amazon.com/author/claudioloes). A obra é a primeira coletânea de poemas do autor publicada em fevereiro deste ano.
O eBook pode ser lido em qualquer dispositivo, celular, tablet e computador. Basta abrir uma conta na Amazon, também sem custo nenhum. Para abrir a conta basta acessar www.amazon.com.br.
Como contrapartida pede-se ajuda na divulgação, compartilhamento e que todos possam ter mais poesia em suas vidas.

quinta-feira, 28 de junho de 2018

Artigo publicado na Revista Educação Ambiental em Ação

UMA PROPOSTA PARA SERMOS MELHORES
Esta proposta é uma reflexão para os tempos atuais que, cada vez mais complexos, demandam agilidade para não sermos reféns de nós mesmos, isto é, perdermos o corpo enquanto a cabeça acredita estar tudo bem. Vou procurar não cansar o leitor com muitas citações, sem desrespeitar as fontes e outros, para que, em sendo bem sintético, poder instigar a própria busca. Aquele que encontra seu tesouro dará o valor que outro nunca poderá dar.
A leitura de “A grande degeneração” do autor Nial Ferguson, trata sobre “a decadência do mundo ocidental”, e lá na página 56 cita: “Em seu livro Antifragile, Nassim Taleb (...) faz uma pergunta maravilhosa: qual é o oposto de frágil? A resposta não é ‘forte’ ou ‘robusto’, porque estas palavras simplesmente significam menos frágil. O verdadeiro oposto de frágil é ‘antifrágil’. Um sistema que se torna mais forte quando sujeito a perturbação é antifrágil. A questão é que a regulamentação deveria ser concebida para aumentar a antifragilidade. Mas a regulamentação que estamos observando atualmente faz o oposto: por sua própria complexidade – e objetivos muitas vezes contraditórios -, é pró-frágil.”
Uma imagem a partir deste excerto foi o das construções civis. Se os altos prédios fossem construídos fortes e robustos cairiam com qualquer vento. Existe um balanço, um ir e vir projetado. Observar bambus plantados para servirem de proteção é um exemplo natural. De uma natureza que tem muito mais inteligência acumulada em seus milhões de anos. Fica claro que ser forte e robusto não é o melhor.
Lembrando Darwin, “para apreciar a luta pela existência que acontece em toda parte, com base na observação contínua dos hábitos de animais e plantas, imediatamente me ocorreu que, nessas circunstâncias, as variações favoráveis tenderiam a ser preservadas, e as desfavoráveis, destruídas. Aqui, então, eu finalmente tinha uma teoria a partir da qual trabalhar”, como Ferguson no mesmo livro citado.
As variações favoráveis são preservadas, elas são antifrágeis. E a regulamentação deveria ser concebida para aumentar a antifragilidade. Pode parecer um salto confuso, no escuro, mas fará sentido. Quando Darwin observa, ele está atento ao concreto e as leis, teorias e regras são concebidas depois. Então, sempre será preciso e a natureza funciona assim, uma grande capacidade de variações, mutações, adaptações, por recursos sempre finitos.
Muitas espécies já existiram e pela não adaptação a novas condições não existem mais. O ciclo da vida, o nascer, se desenvolver e morrer. Um serve de alimento para o outro. A vida como nós a conhecemos funciona assim.
E o passo final, nossa legislação ambiental. Temos leis bem concebidas, como já ouvi muitas vezes, de primeiro mundo. Existem leis que até se antecipam e podem morrer na gaveta. As nossas leis também seguem ciclos. Muitas delas podem ser elaboradas, defendidas, votadas e nunca serem levadas a cabo.
Precisamos de uma legislação forte e robusta ou uma legislação que permita adaptações e ser antifrágil? Nossas leis são fortes e robustas e tem comprovado e tornado nossa vida cada vez mais frágil. Exemplos não vão faltar. Temos as leis, mas não somos implacáveis como a natureza na sua cobrança. Na natureza se você não se adapta a nova condição você simplesmente está fora. Não existe quem venha em socorro para amenizar a situação.
Assim, penso que ter menos leis será muito melhor se tivermos força na sua vigência e principalmente colocá-la em prática sem deixar espaço para manobras e outros que a tornem frágil e mesmo morta. Muitos vão ser contra, mas de que adianta contarmos as belezas se não podemos apreciá-las andando alguns quarteirões em nossas cidades.
Pegando um exemplo bem fácil de ser observado. Temos leis para resíduos sólidos das melhores e muitas pessoas ainda jogam lixo por aí, queimam na madrugada, jogam em barrancos de rodovia. Os rios e mares continuam sendo nossos lixões. Para não se indispor, muitos continuam em silêncio e são até capazes de pedir leis mais rígidas ainda.
Se quisermos existir mais um pouco, ou diminuímos nossa pressão sobre o ambiente, teremos que nos adaptar para viver na lixeira, isto se conseguirmos. Porque na natureza, outras espécies também competem por recursos finitos e estão buscando se adaptar e nenhuma delas com produção de lixo.


Espera no teatro.

A poesia navega esperando quem a encontre e isto pode acontecer na espera para uma apresentação no teatro, como aconteceu hoje.

Tempo de espera

Volta o tempo
Na esquina da mesmice 
Para encontrar a luz suave
Sem contorno.

Paira a poeira
Ante o tom forte.
Reverbera a graça leve.
Passa pela porta a bela.

Tudo em cantos,
Vejo a cor sem luz.
Tudo concentra
O fim por vir.

Quanto para sentir,
Viver sem saber,
Buscar sem querer,
Enquanto espero aqui.

sexta-feira, 15 de junho de 2018

sexta-feira, 8 de junho de 2018

Despertar da Vida

Poema publicado no Jornal Opinião Regional de Francisco Beltrão, Paraná.
Fonte: https://www.facebook.com/jornalopiniao1/


sexta-feira, 27 de abril de 2018

Jornal Opinião - Poema do Causo

Publicado no Jornal Opinião Regional de Francisco Beltrão - PR em 27/4/2018
www.jornalopiniaoregional.com.br

Poema do Causo

Verdes campos apagam devagar
Enquanto a lamparina tremula
Espia a noite que avança
Sobre as matas, os pinheiros.

Oh! Esta estrada deserta
Passa perto dela
Em seu descanso eterno.
Como era meiga e inteligente.

Agora rangem estas rodas
E o cavalo quer teimar, parar.
Algum animal deve ter passado.
Queria que ela estivesse ao meu lado.

Iríamos trocar olhares apaixonados.
Ficar abraçados para enfrentar o frio.
Seguiríamos viagem sem temor
Para realizar nossos sonhos.

Acorda rapaz! Não tem mais nada aqui.
Ela se foi, morreu já tem mais de ano.
Você precisa sair logo daqui.
O sonho nunca esteve neste fim de mundo.

Jornal de Beltrão - Quero sair.

Poema publicado no Jornal de Beltrão em 21/4/2018.
www.jornaldebeltrao.com.br

sábado, 7 de abril de 2018

Jornal de Beltrão - Droga à Saúde


DROGA à SAÚDE

Pare de gastar DROCA com droga
A TROCA pela vida não vale a pena
O TROCO ridículo no bolso
O TRONO que dura pouco
Este é o seu TRINO

Será extinto como o TAINO
Numa TAINA qualquer
Abandonado na TAIGA fria
Usar TANGA
Ou CANGA não resolverá
Precisará transportar CARGA maior
Este é o CARMA se continuar deste jeito

CALMA, existem outras opções.
Sua CALVA será testemunha
Uma vida SALVA é o que importa
SALVE-se enquanto puder e for possível
Deixe tudo e SALDE o tempo que resta
A SAÚDE é o que importa


Este poema foi escrito depois de conhecer o DUPLEX, inventado por Charles Dogson. Escolhidas as duas palavras, inicial e final, no caso DROGA  e SAÚDE, a cada verso a maiúscula muda uma letra em relação a anterior. Com as intermediárias foi surgindo a estrutura para deixar de lado a droga e preferir ter saúde. Saúde que com certeza é melhor para nossa vida.


www.jornaldebeltrao.com.br


segunda-feira, 19 de março de 2018

Crise


Crise

O sol na linha do horizonte.
Um novo dia
Ou um fim de tarde?

Horizonte?
Linha?
Sol?

As repostas dependem
De como me percebo,
De quanto o passado
Pesa no presente
E da minha ideologia.

Cláudio Loes

sexta-feira, 9 de março de 2018

Meu livro "Sonho" disponível gratuitamente.

Meu livro "Sonho" estará disponível gratuitamente de Sábado, 10 de Março de 2018, 00:00 PST até Quarta-feira, 14 de Março de 2018, 23:59 PST.
O objetivo da promoção é incentivar a leitura, lembrando que com o aplicativo Kindle ele pode ser lido no celular ou tablet. Acesse http://amzn.to/2HRgtBR.
Acesse, leia e compartilhe. Precisamos de mais poesia em nossas vidas.

sexta-feira, 2 de março de 2018

Entrevista para Edição Regional de 27/2/2018

Entrevista para o Edição Regional em 27/2/2018 tratando sobre o lançamento do livro "Sonho" e sobre o projeto de incentivo a leitura Aqui Livros (www.aquilivros.religar.net).