quinta-feira, 28 de junho de 2018

Artigo publicado na Revista Educação Ambiental em Ação

UMA PROPOSTA PARA SERMOS MELHORES
Esta proposta é uma reflexão para os tempos atuais que, cada vez mais complexos, demandam agilidade para não sermos reféns de nós mesmos, isto é, perdermos o corpo enquanto a cabeça acredita estar tudo bem. Vou procurar não cansar o leitor com muitas citações, sem desrespeitar as fontes e outros, para que, em sendo bem sintético, poder instigar a própria busca. Aquele que encontra seu tesouro dará o valor que outro nunca poderá dar.
A leitura de “A grande degeneração” do autor Nial Ferguson, trata sobre “a decadência do mundo ocidental”, e lá na página 56 cita: “Em seu livro Antifragile, Nassim Taleb (...) faz uma pergunta maravilhosa: qual é o oposto de frágil? A resposta não é ‘forte’ ou ‘robusto’, porque estas palavras simplesmente significam menos frágil. O verdadeiro oposto de frágil é ‘antifrágil’. Um sistema que se torna mais forte quando sujeito a perturbação é antifrágil. A questão é que a regulamentação deveria ser concebida para aumentar a antifragilidade. Mas a regulamentação que estamos observando atualmente faz o oposto: por sua própria complexidade – e objetivos muitas vezes contraditórios -, é pró-frágil.”
Uma imagem a partir deste excerto foi o das construções civis. Se os altos prédios fossem construídos fortes e robustos cairiam com qualquer vento. Existe um balanço, um ir e vir projetado. Observar bambus plantados para servirem de proteção é um exemplo natural. De uma natureza que tem muito mais inteligência acumulada em seus milhões de anos. Fica claro que ser forte e robusto não é o melhor.
Lembrando Darwin, “para apreciar a luta pela existência que acontece em toda parte, com base na observação contínua dos hábitos de animais e plantas, imediatamente me ocorreu que, nessas circunstâncias, as variações favoráveis tenderiam a ser preservadas, e as desfavoráveis, destruídas. Aqui, então, eu finalmente tinha uma teoria a partir da qual trabalhar”, como Ferguson no mesmo livro citado.
As variações favoráveis são preservadas, elas são antifrágeis. E a regulamentação deveria ser concebida para aumentar a antifragilidade. Pode parecer um salto confuso, no escuro, mas fará sentido. Quando Darwin observa, ele está atento ao concreto e as leis, teorias e regras são concebidas depois. Então, sempre será preciso e a natureza funciona assim, uma grande capacidade de variações, mutações, adaptações, por recursos sempre finitos.
Muitas espécies já existiram e pela não adaptação a novas condições não existem mais. O ciclo da vida, o nascer, se desenvolver e morrer. Um serve de alimento para o outro. A vida como nós a conhecemos funciona assim.
E o passo final, nossa legislação ambiental. Temos leis bem concebidas, como já ouvi muitas vezes, de primeiro mundo. Existem leis que até se antecipam e podem morrer na gaveta. As nossas leis também seguem ciclos. Muitas delas podem ser elaboradas, defendidas, votadas e nunca serem levadas a cabo.
Precisamos de uma legislação forte e robusta ou uma legislação que permita adaptações e ser antifrágil? Nossas leis são fortes e robustas e tem comprovado e tornado nossa vida cada vez mais frágil. Exemplos não vão faltar. Temos as leis, mas não somos implacáveis como a natureza na sua cobrança. Na natureza se você não se adapta a nova condição você simplesmente está fora. Não existe quem venha em socorro para amenizar a situação.
Assim, penso que ter menos leis será muito melhor se tivermos força na sua vigência e principalmente colocá-la em prática sem deixar espaço para manobras e outros que a tornem frágil e mesmo morta. Muitos vão ser contra, mas de que adianta contarmos as belezas se não podemos apreciá-las andando alguns quarteirões em nossas cidades.
Pegando um exemplo bem fácil de ser observado. Temos leis para resíduos sólidos das melhores e muitas pessoas ainda jogam lixo por aí, queimam na madrugada, jogam em barrancos de rodovia. Os rios e mares continuam sendo nossos lixões. Para não se indispor, muitos continuam em silêncio e são até capazes de pedir leis mais rígidas ainda.
Se quisermos existir mais um pouco, ou diminuímos nossa pressão sobre o ambiente, teremos que nos adaptar para viver na lixeira, isto se conseguirmos. Porque na natureza, outras espécies também competem por recursos finitos e estão buscando se adaptar e nenhuma delas com produção de lixo.


Espera no teatro.

A poesia navega esperando quem a encontre e isto pode acontecer na espera para uma apresentação no teatro, como aconteceu hoje.

Tempo de espera

Volta o tempo
Na esquina da mesmice 
Para encontrar a luz suave
Sem contorno.

Paira a poeira
Ante o tom forte.
Reverbera a graça leve.
Passa pela porta a bela.

Tudo em cantos,
Vejo a cor sem luz.
Tudo concentra
O fim por vir.

Quanto para sentir,
Viver sem saber,
Buscar sem querer,
Enquanto espero aqui.

sexta-feira, 15 de junho de 2018

sexta-feira, 8 de junho de 2018

Despertar da Vida

Poema publicado no Jornal Opinião Regional de Francisco Beltrão, Paraná.
Fonte: https://www.facebook.com/jornalopiniao1/


sexta-feira, 27 de abril de 2018

Jornal Opinião - Poema do Causo

Publicado no Jornal Opinião Regional de Francisco Beltrão - PR em 27/4/2018
www.jornalopiniaoregional.com.br

Poema do Causo

Verdes campos apagam devagar
Enquanto a lamparina tremula
Espia a noite que avança
Sobre as matas, os pinheiros.

Oh! Esta estrada deserta
Passa perto dela
Em seu descanso eterno.
Como era meiga e inteligente.

Agora rangem estas rodas
E o cavalo quer teimar, parar.
Algum animal deve ter passado.
Queria que ela estivesse ao meu lado.

Iríamos trocar olhares apaixonados.
Ficar abraçados para enfrentar o frio.
Seguiríamos viagem sem temor
Para realizar nossos sonhos.

Acorda rapaz! Não tem mais nada aqui.
Ela se foi, morreu já tem mais de ano.
Você precisa sair logo daqui.
O sonho nunca esteve neste fim de mundo.

Jornal de Beltrão - Quero sair.

Poema publicado no Jornal de Beltrão em 21/4/2018.
www.jornaldebeltrao.com.br

sábado, 7 de abril de 2018

Jornal de Beltrão - Droga à Saúde


DROGA à SAÚDE

Pare de gastar DROCA com droga
A TROCA pela vida não vale a pena
O TROCO ridículo no bolso
O TRONO que dura pouco
Este é o seu TRINO

Será extinto como o TAINO
Numa TAINA qualquer
Abandonado na TAIGA fria
Usar TANGA
Ou CANGA não resolverá
Precisará transportar CARGA maior
Este é o CARMA se continuar deste jeito

CALMA, existem outras opções.
Sua CALVA será testemunha
Uma vida SALVA é o que importa
SALVE-se enquanto puder e for possível
Deixe tudo e SALDE o tempo que resta
A SAÚDE é o que importa


Este poema foi escrito depois de conhecer o DUPLEX, inventado por Charles Dogson. Escolhidas as duas palavras, inicial e final, no caso DROGA  e SAÚDE, a cada verso a maiúscula muda uma letra em relação a anterior. Com as intermediárias foi surgindo a estrutura para deixar de lado a droga e preferir ter saúde. Saúde que com certeza é melhor para nossa vida.


www.jornaldebeltrao.com.br


segunda-feira, 19 de março de 2018

Crise


Crise

O sol na linha do horizonte.
Um novo dia
Ou um fim de tarde?

Horizonte?
Linha?
Sol?

As repostas dependem
De como me percebo,
De quanto o passado
Pesa no presente
E da minha ideologia.

Cláudio Loes

sexta-feira, 9 de março de 2018

Meu livro "Sonho" disponível gratuitamente.

Meu livro "Sonho" estará disponível gratuitamente de Sábado, 10 de Março de 2018, 00:00 PST até Quarta-feira, 14 de Março de 2018, 23:59 PST.
O objetivo da promoção é incentivar a leitura, lembrando que com o aplicativo Kindle ele pode ser lido no celular ou tablet. Acesse http://amzn.to/2HRgtBR.
Acesse, leia e compartilhe. Precisamos de mais poesia em nossas vidas.

sexta-feira, 2 de março de 2018

Entrevista para Edição Regional de 27/2/2018

Entrevista para o Edição Regional em 27/2/2018 tratando sobre o lançamento do livro "Sonho" e sobre o projeto de incentivo a leitura Aqui Livros (www.aquilivros.religar.net).