segunda-feira, 26 de outubro de 2026

O POEMA E EU

O texto abaixo foi publicado também no grupo do Centro de Letras de Francisco Beltrão num diálogo sobre poesia em 26/10/2026. Penso ser interessante manter ele aqui também. Afinal, ele foi escrito lá e será copiado aqui do jeito como saiu. A ideia é manter a originalidade.

O poema nunca será o mesmo para cada leitor, incluído o próprio autor. Eu mesmo já fiz crítica literária de um poema por pedido de um amigo. Escrevi a crítica e enviei. Ele respondeu, até hoje eu não conhecia um autor que consegue fazer crítica, e ácida, de sua própria obra. Eu não lembrava mais do poema e também não fui pesquisar na minha base de criações.

Penso que um poema pode ter pontos de convergência entre os leitores, que pode ter sido provocado ou não intencionalmente pelo autor. Pessoalmente, tenho dificuldade para escrever o que chamo por encomenda, para defender esse ou aquele ponto. Claro, com o passar do tempo, alguns temas vão convergindo, como para os leitores também. Escrevo tendo sempre o tema da morte por perto.

Depois que escrevo não sou mais o autor do poema, uma parte de mim morre naquele poema, isso é o que penso ser importante. Ele, o poema, segue livre para ser o que é na leitura de cada pessoa.

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